sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Cuidados e Alertas sobre os Brinquedos:

Foto: Arquivo Lusmar Araujo
Brinquedos com ruídos excessivos podem causar sérios danos à audição;

Produtos com cheiros e formas que imitam alimentos podem ser indevidamente ingeridos pela criança;

Fantasias e máscaras não podem ser fabricadas com material de fácil combustão (exemplo: papel de celulóide);

Tecidos que fazem parte da constituição de um brinquedo devem ser laváveis, com instruções de uso e etiqueta indicando sua composição;

As embalagens não devem conter grampos, pregos ou parafusos;

Brinquedos compostos por materiais que se quebram facilmente, ou que possuam cordões longos, partes pontiagudas e cantos afiados não são recomendados para nenhuma idade;

Não adquira brinquedos com peças muito pequenas, para crianças menores de três anos, uma vez que há risco de serem engolidas.

Fonte: http://www.procon.sp.gov.br/pdf/OrientaBrinquedos-setembro.pdf

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Qual o Castelo mais lindo?

Celso Antunes
Pense uma professora e diante dela, envolvida pelo encantamento, uma criança de sete ou oito anos. A professora relata:


Era uma vez um lindo castelo. Situado em uma colina, tinha à sua frente sinuoso caminho de troncos e flores que serpenteava em meio a um gramado coberto de um verde brilhante. Esse caminho terminava em um lago de água muito azuis, que refletiam o brilho do sol, na tarde que caia!
Pense, agora, uma professora e diante dela, envolvido por igual encantamento a mesma criança com seus sete ou oito anos, ouvindo o desafio:


Era uma vez um lindo castelo. Por quê era lindo esse castelo?...


Em superficial exame, acredita-se que não existem diferenças essenciais entre as educadoras. A primeira é apenas mais ampla, detalhista, completa. A segunda mais restrita em seu verbo, mais ousada em seu desafio. São igualmente, entretanto, duas educadoras.


Não são. Apenas uma é.


A segunda, a que trocou os detalhes de sua história pelo imaginário, a que ousou ensinar a pensar, a que desprezando a arrogância autoritária do ponto de exclamação, preferiu a sinuosa ousadia da sensualidade do ponto de interrogação. Para a criança que ouve a primeira professora esse castelo não é lindo; apenas assim sua mestra o vê e porque assim o deseja, assim o impõe. O saber que sua história conta chega pronto, definitivo, arrogante, exclusivista. Talvez, a beleza desse castelo não seja nem mesmo da professora que o relata, mas do autor que lhe impondo, a seus pensamentos a subjugou. Essa criança é apenas restrito ouvinte, jamais protagonista da história; seu cérebro recebe uma ordem, que ainda que passada com carinho, para nada mais serve que o ofício da subordinação.


Para a criança da segunda educadora, a beleza do castelo não chega pronta, urge assim construí-la. Por que é lindo o castelo? Pelas fadas que abriga? Pelos anjos que o encantam? Pelos mágicos que o ocupam? Não importa o saber que o desafio propõe por não chegar frio e exclusivista, envolve o pensamento, acorda a memória, aguça a criatividade. O saber da professora apenas insinuou uma busca e a ousadia com que fez uso do ponto de interrogação, a fez construtora de um castelo, este sim, efetivamente lindo, sedutor, admirável.


Para a primeira professora, a do ponto de exclamação, o aluno é criatura estática, ser robotizado que outra função não tem que a de apensa ouvir, para a segunda, o aluno é criatura intuitiva, inteligente e, por isso, requer interação. Para a primeira o saber é informação que se acumula e assim com o tempo se perde, para a segunda o saber por ser experenciado transforma-se em degrau para mais outros saberes, para a primeira a avaliação é mecânica e seu aluno somente saberá de castelos se puder memorizar a beleza que não sente, das palavras que decorou, para a segunda a avaliação é subjetiva, se insinua através de múltiplas linguagens e se mais crianças a ouvir, em cada uma delas um sonho diferente esse lindo castelo abrigará.


Na visão externa, as duas professoras contando sua história parecem iguais, na visão mais próxima, uma conta a outra encanta, a primeira impõe a segunda propõe, uma faz de seu aluno instrumento cativo de seu pensamento, a outra o liberta para que, autônomo, navegue pela paixão de seus sonhos.

Repare que por coincidência ou não, o ponto de exclamação autoritário assemelha-se a punhal, com a conta de sangue a conferir o assassinato que aos pensamentos impõe.

(texto retirado do site www.celsoantunes.com.br)

Lei nº11.104/2005 - Brinquedoteca

Lei nº 11.104, de 21 de março de 2005
Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de Brinquedotecas nas unidades de saúde que ofereçam atendimento pediátrico em regime de internação.

O Presidente da República faz saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os hospitais que ofereçam atendimento pediátrico contarão, obrigatoriamente, com Brinquedotecas nas suas dependências.

Parágrafo único. O disposto no caput deste artigo aplica-se a qualquer unidade de saúde que ofereça atendimento pediátrico em regime de internação.

Art. 2º Considera-se Brinquedoteca, para os efeitos desta Lei, o espaço provido de brinquedos e jogos educativos, destinado a estimular as crianças e seus acompanhantes a brincar.

Art. 3º A inobservância do disposto no art. 1º desta Lei configura infração à legislação sanitária federal e sujeita seus infratores às penalidades previstas no inciso II do art. 10 da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977.

obs.dji.grau.1: Art. 10, II, Infrações e Penalidades - Infrações à Legislação

Sanitária Federal e as Sanções Respectivas - L-006. 437-1977

Art. 4º Esta Lei entra em vigor 180 (cento e oitenta) dias após a data de sua

Publicação. Brasília, 21 de março de 2005; 184º da Independência e 117º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

Tarso Genro

Humberto Sérgio Costa Lima

D.O.U. de 22.3.2005.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

“O Desenho das Crianças Esconde”.

Revista Criar abril/2008

O Significado das Cores:

Vermelho: Uma série de desenhos com dominante em vermelho pode ser o reflexo de uma certa excitação ou de uma necessidade de movimento. E certa agressividade.

Azul: Demonstra que a criança tem uma vida interior bem desenvolvida. Simboliza também paz e tranqüilidade. Em certos casos, poderá significar passividade e mesmo resignação.

Violeta: Representa a fusão dos contrários. A criança provavelmente se ressente das tensões que a tornam ansiosa.

Verde: A criança dá sinais de um certo narcisismo e necessidade de ser reconhecida pelos outros. A criança que a usa tem um caráter voluntarioso.

Marrom: Todos os castanhos derivados dessa cor são muito usados antes da idade de 6 anos. Cor da terra que representa as necessidades primitivas, procura segurança. As crianças a vêem, com freqüência como símbolo das tintas saídas das matérias façais. É porque no momento da aprendizagem da propriedade a criança a quem proibiram de brincar com seus excrementos, encontra um prazer compensatório em encher suas folhas de cores castanhas.

Amarelo: Uma cor muito luminosa, demonstrar grande alegria de viver. A criança é de temperamento aberto e ama descoberta que o futuro lhe reserva. Em excesso, pode significar angústia.

Laranja: A criança escolhe essa mistura de amarelo e vermelho quando sente um grande desejo de se sobressair. Cor de alegria, pois revela um caráter extrovertido.

Preto: É antes de tudo, a negação da cor. Pode servir é claro, para dar vida a outras cores. Mas se é usada em grande quantidade, a criança está dando sinais de angústia.

Pufe de garrafa PET

É possível fazer um pufe somente com garrafas PET. Uma professora de Porto Alegre ensina na sala de aula a transformar o material que iria para o lixo em um colorido móvel para a criançada.

Com apenas alguns minutos de trabalho, a professora Lúcia Lemos cria chaveiros, brinquedos, móbiles e até a decoração da festa junina da escola – tudo de garrafa PET, que também é a base da aula de reciclagem da turminha do jardim de infância. "No momento em que eles vão construindo, aprendem a valorizar o trabalho deles mesmos”, avalia a professora.

O JH visitou a aula em que os alunos aprenderam a fazer um pufe para sentar. Veja como fazer.

Material:

- dois rolos grandes de fita adesiva

- 240 tampinhas coloridas

- tesoura

- estilete

- 32 garrafas PET

O primeiro passo é cortar 16 garrafas na altura do gargalo, usando o estilete e depois a tesoura – o que deve ser feito por um adulto. As crianças podem ajudar no trabalho colocando 15 tampinhas dentro de cada garrafa cortada.

A parte de cima, que foi cortada, é usada para prendê-las no fundo da garrafa. Depois, uma garrafa inteira é encaixada dentro da outra, com bastante força.

As emendas são cobertas com fita adesiva, São necessários 16 bastões de garrafas, que são presos em duplas e depois em grupos de quatro, com camadas de fita em cima, embaixo e no meio. O pufe está completo quando se juntam quatro conjuntos de quatro bastões cada.
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